sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Desejos
Quando podemos não queremos.
E nós que podemos e queremos?
Não podemos nos esquecer dos limites.
Temos que compreender que uma coisa é querer.
Outra bem diferente é poder.
E que o bom mesmo é quando queremos e podemos.
Que aí realizamos os nossos sonhos...
O tempo
Procuramos um refúgio
Esse refúgio se torna especial
Esse local
Esse mundo animal
Esse lugar
Tão maravilhoso
Tão macio
Tão aconchegante
Até o seu corpo
Procura ir além do que pode
Olhando o horizonte
Tento chegar lá
Pensando em ti
Querendo sua atenção
Seu carinho
Seu amor
Sua paz
E principalmente a sua compreensão
O mundo me acolhe em seus braços
Pedindo perdão
Em lamúria
Querendo apenas um verdadeiro abraço de um amigo
Com sentimento de afeição
Podendo ser sentido no ar
Na pele
Na visão
Nunca pensamos naquele momento como se fosse o último
É o que falta nos homens
Pense no único
No absurdo
No incrédulo
No abstrato
Afinal
Na mistura perfeita que Deus criou
E o homem a fez valer
Márcio e Marcela
- Oi amiga, quanto tempo? Como você anda?
Ela não reconhece seu amigo e pergunta:
- Quem é você?
- Sou eu Márcio, não me reconhece?!
- Márcio!! Quanto tempo!!
- Pois é amiga!! E aí, como vai a vida?
- A minha irmã a Laura se casou com o ex-marido daquela minha amiga, a Mara. E essa aqui é a filha dela, minha sobrinha!
- Hum... Legal!! E você, como está com os peguetes?
- Que nada, peguetes 0%, acredita?
- Óbvio que não néh?
- Mais é a pura verdade, e você?
- Eu também, estou sozinho.
Os dois pararam de conversar durante algum tempo e ficaram se encarando, a cada momento um mudava de expressão facial, até que ele começou a olhar para ela com um desejo forte. E ela continuou o papo, tentando conter esse desejo dele.
- Você está sozinho. Que estranho, na época do colégio você pegava todas as meninas.
- Que nada. Agora esqueci essa história de pegação. Quero é a mulher certa. – disse ele fazendo uma aproximação ao corpo de Marcela.
- Hum... – disse ela aceitando a aproximação.
- Ai, você é muito linda!!
- Obrigada!!
- Vem comigo vem? – disse ele puxando Marcela para juntinho dele e quase a beijando.
- Não posso.
- Porque?
- Estou namorando o Lucas aquele menino da faculdade lembra dele?
- Claro ele era mó playboy, to fora!!
- Então ta, tchau Mário...
- Mário não, Márcio. Tchau.
A Santinha
Só que ela se sentia abafada com todo mundo falando bem dela o tempo inteiro, achava a ida dela meio chata, por que ela tinha o maior respeito por todo mundo mais ela nem sempre ganhava a atenção que queria, um certo dia a professora Cláudia passou um filme muito intediante, quando a professora saiu da sala de aula ela resolveu mudar o seu comportamento, subiu em cima da cadeira e começou a falar:
- A professora Cláudia me contou um segredo...
Todo mundo ficou calado prestando atenção, porque não esperavam esse comportamento logo da “Santinha”. E ela continuou o discurso:
- Ela me contou que o marido dela é um corno...
Todos os alunos da sala começaram a comentar isso uns com os outros e fez um pequeno rebuliço na sala. Mas, ela não desistiu e continuou:
- É isso mesmo! Ela trai o marido dela com o diretor Mário!!
Aí completou a bagunça, todos riam do marido da professora, outros comentavam a cara-de-pau da professora de fazer isso com o próprio marido e outros observavam o que acontecia. Na hora que a professora entrou na sala foi silencio total, dava de notar que alguns alunos seguravam uma alta e longa gargalhada, também dava de notar alunos olhando desconfiados da “Santinha” para a professora, mas também teve duas meninas que conversavam em um tom um pouco mais avançado comentaram, a professora ouviu, mais não tinha certeza do que ouviu; após uma semana mais ou menos a escola já comentava pelos cantos e muitos riam a ver a professora. Quando a professora caiu na real e notou que era dela que tanto falavam chamou a própria “Santinha” num cantinho e falou:
- Minha queridinha, você é a única pessoa em que confio na sua sala, me diga por favor por que tanto falam de mim na escola!!
- Professora, então a senhora não sabe?
- Saber o que minha querida?
- Não tem a Mariana? Naquele dia que a senhora passou o filme ela falou que a senhora contou para ela que você... traia o seu marido!
- Eu o que? Não acredito!! – disse a professora indignada
No dia seguinte durante a aula a professora chama Mariana na frente de toda a turma e fala:
- Essa menina bagunça em todas as minha aulas, eu gostaria que mencionassem um dia se quer que eu briguei com ela...
A sala ficou em absoluto silêncio. A professora prosseguiu:
- E ela espalha uma falsa acusação de que eu traia o meu marido com o diretor. Mariana, agora me responda porque fizeste isso?
- Ma... mas professora... nã... não fui eu.... foi a... a... a Santinha!!
Disse Mariana quase chorando em frente à turma. E a professora respondeu:
- Não passe sua culpa para a Luisa não viu? – disse a professora
Nesse momento um grande amigo de Mariana levantou-se de seu lugar observou a professora durante algum momento e finalmente disse em tom de segurança:
- Não foi a Mariana, foi a Luísa sim! Que não é Santinha coisa nenhuma; foi ela. E toda a sala concordou.
Finalmente ela foi desmascarada e o boato foi abafado pela direção da escola, o diretor tomou as devidas providências; Mariana realmente conseguiu o apoio de toda a sala e foi até eleita a representante da turma, e a primeira ação que fez foi prometer não deixar mais nenhuma injustiça acontecer mais entre alunos e professores; após dois anos elas passaram da Escola Classe para o Ensino Fundamental, e assim estudaram por muitos anos juntas mais Mariana foi capaz de perdoar Luísa, mas nunca mais ela foi chamada de “Santinha” todos a chamavam por Luísa.
Júlia- uma menina especial!!
Júlia era uma menina de 13 anos de idade, entrando na puberdade. Um certo dia ao acordar abriu a janela de seu quarto, ao ver aquela ruazinha de sua cidadezinha tão linda, coloca um sorriso no rosto e já ganha forças para mais um dia em sua vida. Puxa sua cadeira de cabeceira e senta-se e fica observando a sua rua.
Vê Dona Clotilde, uma velhinha que morava na esquina passar pela rua, as duas não tinham muita intimidade, mas Júlia sabia que Dona Clotilde amava os animais de qualquer espécie; também viu o Seu Luís, um professor que morava na casa da frente, um homem muito observador e também corajoso; e ao longo do tempo foi passando mais conhecidos, entre eles o querido Doutor João, que era um ornitólogo, ele viu ela ali, parada na janela, observando a turminha de garotos da rua de trás jogando uma partida de futebol, parou, e a observou durante algum tempo, após um certo período ele começou uma conversa:
- Júlia, você sabia que se parece com um pássaro?
- Porque? - érguntou ela.
- Você fica aí, parada, durante um longo tempo sonhando com o mundo aqui fora, mais na verdade está nele, e quando sair porta á fora verá que és livre e não apenas observará.
Durante uma semana inteira ela pensou no que o Doutor lhe disse, e chegou a conclusão que ele estava certo porque ela toda manhã ficava ali naquela mesma situação, mais na hora que saia ela era livre, só que de dentro de seu quarto não via isso, e quando saia alçava vôo e só voltava quando realmente sentia que sua liberdade tinha limites.
Quanto mais ela crescia, mais se apaixonava pelo mundo dos pássaros, acabou que quando cresceu viu que sua paixão era tão grande que quis se tornar uma ornitóloga, e ao conseguir suprir esse seu desejo encantador notou que havia mudado, que agora vivia em vôo o tempo inteiro, com seus limites é claro, mais agora não apenas observava o mundo pela janela e sim também fazia parte dele em tempo integral tornando-se cada vez mais um ser maravilhoso!!